FORTALEZA É A CAPITAL BRASILEIRA QUE MAIS UTILIZA O SISTEMA DE BIKE COMPARTILHADAS.

Todo dia era a mesma sina. Trabalhando a apenas 4km de casa, o empresário Ricardo Vasconcelos perdia cerca de 40min no trânsito. Foi quando um dia resolveu arriscar ir de bicicleta. “São 17min cravados”, comenta. Hoje, ele vai pelo menos três vezes por semana ao trabalho sob duas rodas. Ricardo ganhou mais tempo não apenas no trânsito, mas no convívio com a família.

A onda das bicicletas pode ser observada também pela grande quantidade de grupos que promovem passeios ciclísticos todas as noites pelas ruas de Fortaleza. Diogo Luiz, empresário, promove passeios ciclísticos pelo menos duas vezes por semana saindo da Cidade dos Funcionários.

“Aumentou bastante também a procura por passeios particulares em escolas, associações, e pessoas que alugam por semana a fim de testar se vale a pena trocar o carro pela bicicleta”, relata Diogo.

Márcio Falcão faz parte de um grupo que existe há cinco anos na região da Parquelândia. Ele conta que devido à grande procura teve de aumentar o número de bicicletas na loja em cerca de 40% para atender toda a demanda. “Houve passeio que conseguimos reunir cerca de 450 pessoas”, comenta.

Falcão recomenda que quem está pretendendo entrar na nova onda da cidade não pode esquecer itens básicos de segurança, como capacete, luvas e luzes na bicicleta. “Uma boa bicicleta com quadro de alumínio, custa, em média, R$ 1 mil”, disse. Mas a este valor é importante acrescentar os investimentos em todos os itens de segurança, que segundo Falcão, podem chegar a R$ 300,00.

Perguntado sobre como anda o respeito dos outros condutores de veículos aos ciclistas, Falcão disse que a situação melhorou muito.

“Antes quem andava de bicicleta eram as pessoas mais humildes que muitas vezes não tinham outra opção. Hoje existe muita gente da classe média que deixa o carro em casa e vai de bike. Então as pessoas estão mais conscientes porque até um dia desses dirigiam os carros”, comenta.

Izaías Vieira conta que resolveu adotar a bicicleta como veículo de transporte para mudar o estilo de vida. Sem muito tempo para praticar exercício e com excesso de peso, Zazá, como é conhecido pelos colegas, optou por ir de bicicleta para o trabalho. “Deixo minha esposa no trabalho dela e sigo de bicicleta até o meu. Quando ela não vai trabalhar, opto por ir de bike, sem trânsito, carro agora só para lazer. Ah, e se puder fazer o lazer de bicicleta, eu vou”, relata orgulhoso. Aliado à prática de exercícios regulares – além de pedalar diariamente, Zazá começou a fazer caminhadas com a esposa -, o ciclista começou uma reeducação alimentar. “Tarefas simples como amarrar um cadarço que eu não fazia, hoje já faço. Além do que estou cada dia mais disposto e com fôlego”, comemora. “Quem decide abrir a porta para um novo estilo de vida é você. Ele está lá, mas a decisão é sua”, recomenda.

 

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