Conheça a história da professora Flávia Saraiva, que trocou um Transtorno de Compulsão Alimentar e depressão pelas corridas de ruas.

Existe um ditado que diz: mesmo a maior das jornadas começa com um primeiro passo. Às vezes começar a correr não é fácil. Foi assim para a professora Flávia Saraiva, de 40 anos. Desestimulada e com a autoestima baixa devido ao Transtorno de Compulsão Alimentar Periódico (TCAP) que adquiriu, Flávia sofria. “No início parecia só uma gula, mas, com o passar do tempo, transformou-se em pesadelo. A cada refeição, vinha choro, culpa, tristeza, baixa estima e depressão. Com a compulsão, veio também o excesso de peso, a obesidade, minha casa deixou de ter espelhos, fui ficando cada vez mais obesa e sedentária”, conta a professora.

“ Quando concluo um treino ou cruzo uma linha de chegada, digo para mim: É isso aí. Mais uma superação!”

Flávia começou então um tratamento multidisciplinar para tratar a compulsão e depressão. Na medida em que foi superando a doença, começou a saga de tentar perder peso. “Tentei várias modalidades até que conheci a corrida”, relata. Começou a praticar a modalidade em uma assessoria que atua no Lago Jacarey, localizado na zona sul de Fortaleza e ponto bastante procurado por desportistas por sua beleza e estrutura para a prática da corrida.

“Quando fiz minha inscrição pesava 104 quilos, caminhava lentamente, logo sentia falta de ar, fazia o percurso de 800 metros caminhando, em 20 minutos cada volta”, comentou.

Aos poucos, começaram a vir os resultados. Associando o esporte à reeducação alimentar e aulas de treinamento funcional, Flávia começava literalmente a retirar um peso enorme das costas. “Ainda lembro o dia que consegui correr os primeiros 800 metros completos sem parada, pois vibrei muito com meus professores da assessoria. A partir daí minha vida mudou”, disse a orgulhosa aluna. Flávia foi transformando sua forma de ver o mundo. Encarou o espelho e descobriu que havia do outro lado uma pessoa determinada a mudar aquela realidade. Procurou uma nutricionista, que fez um plano de reeducação alimentar. Mais magra, ela resolveu aumentar a distância nas corridas. “Dois anos depois e quase 20 quilos mais magra, corro 10km e posso afirmar para vocês que a corrida realizou um resgate de mim mesma. Com ela percebi que posso superar minhas limitações, (que sempre posso algo a mais, não preciso) sem uso de remédios ou fórmulas milagrosas para perder peso, cada um tem um corpo e um ritmo próprio”, relata.

Perguntada sobre o que sente quando corre, a professora comenta: “quando corro realizo uma conexão comigo, me desligo dos problemas.

“Quando concluo um treino ou cruzo uma linha de chegada, digo para mim: É isso aí. Mais uma superação! ”.

A história de superação de Flávia serviu de estímulo para outras pessoas, inclusive para seus dois filhos.

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