Além dos riscos de lesão muscular ou óssea, é importante estar atento ao coração na prática da corrida. De acordo com estudos, mais de 85% das vítimas de paradas cardíacas em corridas são homens e 71% dos casos foram fatais.

A maratona teve sua origem no ano 490 a.C, quando o soldado grego Pheidippides, para noticiar a vitória do seu povo sobre os persas, percorreu 35km correndo da planície da Maratona até Atenas. Mas ao chegar, só teve fôlego para falar ”vencemos” e caiu morto. “Como não estamos mais na época de Pheidippides, podemos assegurar que nossos corredores e demais praticantes de exercícios físicos atinjam suas metas e além de falar “vencemos”, possam respirar com leveza de corpo e de alma, com conhecimento dos seus limites e dos seus potenciais para promover Saúde para Viver Feliz”, comenta o médico do esporte, Flávio Henrique Macedo.

A ergoespirometria é capaz de…

  •  mensurar de forma direta os limites funcionais
  • fornecer dados precisos para nortear a prescrição do exercício
  • minimizar possíveis complicações oriundas destas práticas
  • avaliar os índices de aptidão física
  • guiar a prescrição dos treinos
  • introduzir o conceito básico do treinamento científico – respeito

“Correr não é só calçar o tênis e sair pela rua”, complementa a cardiologista Adriana Bastos. Ela é triatleta e conhece bem a realidade de milhares de pessoas que se arriscam todos os dias em busca de mais saúde. “Uma avaliação prévia com um cardiologista ou um médico do esporte é fundamental para que sejam identificados os fatores de risco e a predisposição do atleta para alguma doença”, completa Adriana.

Além dos riscos de lesão muscular ou óssea, é importante estar atento ao coração. O cardiologista Aaron Baggish, diretor do Programa de Desempenho Cardiovascular do Massachusetts General Hospital, avaliou quase 11 milhões de corredores inscritos nas maratonas dos Estados Unidos, entre 2000 e 2010. Ele detectou que houve 59 paradas cardíacas, sendo 40 em maratonas e 19 em meias maratonas (risco de 0,54 por 100 mil corredores). Do total, mais de 85% das vítimas eram homens e 71% dos casos foram fatais.

“O ideal é que qualquer pessoa, antes de iniciar uma prática de exercício físico, independente dos objetivos almejados, seja submetida a uma avaliação ergoespirométrica, para mensurar de forma direta seus limites funcionais, pois além de ter dados precisos para nortear a realização do exercício, estará minimizando possíveis complicações oriundas dessas práticas”, comentou o médico do esporte, Flávio Henrique.

E que exame é esse? A ergoespirometria é a combinação da espirometria com a ergometria. Destaca-se por ser um exame capaz de precisar com “padrão ouro”, ou seja, com grande fidelidade, dados como o Vo2Máx e Limiar Anaeróbico.

“Na avaliação fisiológica de atletas, das mais variadas modalidades, a ergoespirometria é o teste que se impõe pela quantidade de informações e pela facilidade de execução”, recomenda Flávio Henrique. O exame é utilizado para o diagnóstico das necessidades energéticas específicas nas diferentes modalidades e das capacidades funcionais individuais (avaliação dos índices de aptidão física, obtenção de médias de referência, cálculo dos desvios percentuais no diagnóstico geral da aptidão física). Atua ainda na evolução dos índices de aptidão física com a reavaliação periódica, o diagnóstico individual da evolução na periodização do treinamento.

O Vo2 é o maior volume de oxigênio por unidade de tempo que o indivíduo consegue captar respirando o ar atmosférico durante o exercício, sendo alcançado quando se atinge níveis máximos de débito cardíaco e de extração periférica de oxigênio. O Vo2 máximo tem vários fatores determinantes, dentre eles sexo, idade, hereditariedade, treinamento de resistência aeróbica, poluição, altitude, doenças cardiovasculares e pulmonares. Portanto, para quem pensa em começar a correr, ou já corre há algum tempo e nunca fez um exame mais detalhado, esse exame é o mais recomendado.

Com tamanha vastidão de dados, a ergoespirometria é um método que cada vez mais acrescenta qualidade ao diagnóstico da aptidão física e à monitorização do treinamento de atletas, permitindo inclusive que se introduza o conceito básico do treinamento científico que é o respeito à individualidade biológica do atleta. É considerada pelos treinadores uma ferramenta indispensável para nortear a prescrição dos treinos.

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